terça-feira, 22 de maio de 2012

Bosque : Médico veterinário alerta para risco de contaminação



Especialista na área, o médico veterinário,  Dr.  Ricardo Cavichioli Scaglion, fez um alerta muito importante à população, durante entrevista concedida ao Jornal Cidade/Marília Agora.
Segundo o Dr. Ricardo, a infestação de gatos no bosque municipal ali abandonados e que já foram tema de denúncias, pode causar risco de grave contaminação de doenças nos frequentadores.
Mulheres, mulheres gestantes e crianças estão entre os alvos principais  dessas doenças, alertou.
Hoje, o bosque municipal é uma das regiões mais frequentadas em Marília, sobretudo nos finais de semana,recebendo visitantes da cidade e até da região.
Mas, o perigo iminente de doenças advindas dos animais, em especial, os gatos, pode gerar um esvaziamento do local, até em respeito ás próprias pessoas, diante do quadro de alerta que o Jornal Cidade, com exclusividade, noticia.
Segundo o Dr. Ricardo, o impacto da permanência dos gatos reside justamente na manutenção do foco de infestação e posterior contaminação daqueles que por ventura estiverem em contato permanente com as possíveis áreas contaminantes.
Segundo o Dr. Ricardo, para evitar esse problema grave de saúde pública,  podem ser feitas várias coisas, dentre elas a captura dos animais, para posterior exame clínico, identificação dos animais contaminados, e  adotar o procedimento técnico padrão, por se tratar de uma doença de notificação obrigatória, proceder o sacrifício dos animais contaminados (vetores) e tratamento sanitário (castração, vacinação e vermifugação) dos demais para serem submetidos a adoção (posse responsável).
Dr. Ricardo denuncia que o setor de zoonoses da prefeitura parece não estar atuando a contento. Ele diz : creio que não, pois, o fato perdura há anos, e vem aumentando significativamente diante da quantidade de animais existentes no interior do bosque. Também pelo fato de não haverem tomado quaisquer medidas pertinentes a intensificação da fiscalização aos arredores do bosque, comenta.
Perguntado se outros tipos de doenças derivadas dos animais tem tambem causado preocupações, como toxoplasmose, leshimaniose, dentre outras, na cidade, de um modo geral, diz que sim. Todas são preocupantes, mas a toxolpasmose em questão merece destaque,pois é perigosa e pode trazer vários danos as crianças e as mulheres gestantes, inclusive de problemas neurológicos, analisa.
Caramujos africanos
Um outro tema levantado pela reportagem do Jornal Cidade diz respeito a infestação de caramujos africanos na década de 90 e que se proliferaram pelo município. O Dr. Ricardo ressalta que pelo que pude acompanhar houveram equipes destinadas a combatê-lo, no entanto trata-se de uma espécie hermafrodita que se prolifera rapidamente e em grande quantidade, sendo muito resistente e se adaptando as condições ambientais, encontrando alimento e abrigo fácil, o que dificulta o seu controle.
O especialista salienta que no entanto, embora não esteja sendo muito divulgado a sua situação creio que deva haver uma manutenção periódica, pois o mesmo pode também transmitir inúmeras doenças aos seres humanos de significativa gravidade.

Diesel de Marília entre os piores do estado.


Confira também como estão o álcool e a gasolina

Por essa ninguém esperava. Levantamento feito pela Agência Nacional de Petroleo aponta o índice de qualidade de combustíveis no estado de São Paulo. E curiosamente, Marília praticamente não tem problemas com a octanagem do álcool e da gasolina. Mas, apresenta problemas com o diesel.  Há alguns anos, postos da cidade foram lacrados por intercorrências e irregularidades no álcool.  Foram lacrados, se defenderam e continuam em atividade, sendo que alguns sobreviveram 2 não resistiram e fecharam as portas.
Dos dados apontados, chegou-se a conclusão de que a gasolina de Birigui e Araçatuba, a noroeste do estado, figuram como as piores de São Paulo.
A ANP dividiu o estado em 43 regiões. Marilia ladeou com Ourinhos, Cândido Mota e Palmital. Das 154 amostras colhidas, 1, ou 0,6% apresentou problemas na gasolina. No etanol, de 77 amostras, nenhum índice irregular. Mas, no diesel, das 154 amostras colhidas, 5 restaram incongruentes ou 3,2%.
É um índice considerado elevado que vem exigindo dos órgãos competentes,  uma fiscalização maior e um cuidado mais apurado com relação aos postos de gasolina.

Golpe do bilhete premiado e da recompensa estão entre os mais aplicados contra o mariliense




Marilia é fértil em golpistas. De toda ordem. Contra todos os inocentes. Tem sempre gente querendo tirar proveito de outrem. E no rapa da malandragem, pelas ruas da cidade, prosperam os estelionatários. É o caso do golpe do bilhete premiado. Dezenas de ocorrências no ano passado foram registradas pela Policia Civil. A maior parte delas fica sem solução. Isso porque os vivaldinos nem sempre ou quase nunca são da cidade. Vem do norte do Paraná, sul de Minas Gerais, da capital paulista e aqui encontram ambiente propício para seus golpes nefastos. Hospedam-se naqueles hotéis bem chinfrins. Cadastram-se com nomes falsos. Saem durante o dia à caça de suas presas. Ficam de tocaia nas portas dos bancos, á espreita de idosos que seguramente tem poupança gorda ou ao menos recheada. Os golpistas tem faro de dinheiro. Desenvolvem esse sexto sentido pela vida. São mestres e doutores no estelionato. Pois, bem.
Modus operandi
O sujeito se aproxima, com cara de coitado. Nota-se um bilhete de loteria em sua mão. A senhora idosa acaba de sair do banco e deixa transparecer que está com a bufunfa na bolsa. Logo, inicia uma conversa. O capiau, malandro, bandido, diz ser da roça, que tem um bilhete premiado em mãos, que precisa conferir na lotérica e que dada a pressa, não sabendo o valor do prêmio, nem se importando com a quantia, quer logo se desfazer do  bilhete e oferece à idosa. Aparece um segundo elemento, golpista, que pega o bilhete, diz que vai conferir e logo volta, afirmando que está realmente premiado, que gostaria de ficar com ele e pagar o que fosse, mas não tem dinheiro. A idosa já de olho arregalado porque também não é boba, sabe contar dinheiro, se oferece para ficar com o bilhete e dar qualquer coisa para aquele que julga ser da roça. Entra no banco, saca 20 mil reais da poupança, entrega o dinheiro limpo nas mãos do suposto dono do bilhete premiado e se dirige à lotérica onde é informada de que aquele bilhete não tem direito a prêmio algum. A grosso modo, este é o modus operandi do golpe do bilhete premiado.  Claro, nunca mais a senhorinha verá os golpistas que somem no mundo, sem deixar sequer rastros de poeira. Cenas como essa se repetem constantemente em Marília, celeiro do chamado “171”. Denominação que no Código Penal, significa Estelionato.
De outra forma, também é comum o Golpe da Recompensa. O sujeito chega perto da pessoa, geralmente moça, deixa cair um envelope com um monte de papel dentro, fechado, e quem vem atrás, em ato de bom samaritano, chama o golpista e fala – oh, moço, o senhor deixou cair esse envelope. O golpista faz cara de assustado, olha o envelope, lacrado, fechado, fala pra pessoa que lhe deve a vida porque ali contem muito dinheiro. E que como compensação lhe oferece uma recompensa, a de buscar um par de sapatos na loja “X” que fica a alguns quarteirões dali. E que a esperaria para recompensa ainda maior, inesquecível, mas, que como segurança de que retornaria e prestaria o agradecimento, seguraria sua bolsa. Já ludibriada e com a ambição formigando a garganta, assim se sujeita.  Não encontra a  loja de sapatos,  começa a ficar nervosa e quando volta ao ponto de encontro, não acha mais a bolsa tão pouco o dinheiro que sacara do banco.  E se vê vítima de um tremendo golpista.  Na delegacia, o jeito é fazer um BO. E torcer para a casa do malandro cair. Chora, muitas vezes mente que foi roubada ou furtada, para esconder o drama da família.  E as dezenas de casos caem no colo de investigadores de unidades policiais que abarratados de trabalho, com numero reduzido de profissionais para tanto serviço, apesar da boa vontade desses profissionais, vê-se a senhora quase que desiludida contentar-se com o boletim de ocorrência e a esperança de que recupere seus pertences.
Qualquer um está sujeito a cair nesses contos do vigário. Porque o estelionatário tem alto poder de convencimento.
Quem nunca ao menos caiu em um golpe ou foi assediado criminalmente, que atire a primeira pedra.
As dicas da polícia batem sempre em cima da tecla do cuidado extremo, do desconfiar permanente, de nunca deixar um idoso ir sozinho ao banco, e sempre que possível, acompanhado de um filho ou sobrinho, de nunca andar com senha na bolsa ou carteira e junto do cartão bancário, não retirar extratos do caixa eletrônico e deixa-lo visível.


domingo, 6 de maio de 2012

Abandonado, poliesportivo do MAC no Jardim Cavallari é alvo de especuladores

DIARIO DE MARILIA

Área de 78 mil metros quadrados, avaliada em R$ 5 milhões, está abandonada e é alvo de ações judiciais entre empresários da cidade

Uma briga judicial envolvendo o já extinto Clube São Bento e empresários de Marília arrasta a situação de abandono em que se encontra o antigo poliesportivo do MAC (Marília Atlético Clube) localizado no Jardim Cavallari, na zona oeste da cidade. O local por mais de dez anos funcionou como a sede social e campestre do clube.

De acordo com a procuração datada do dia 10 de junho de 1975, a área de 78 mil metros quadrados foi doada pelo então presidente do São Bento, Renato Simões, ao presidente do MAC, na época Pedro Pavão. Uma revista de publicação do MAC registrou a data em que Simões fez a doação do local que um dia Virgínio Cavallari confiou a ele para construção da sede do São Bento.

O documento também previa que dois cartorários residentes em Marília, Rubens Venturini (in memória) e Dirceu Bastazini passassem a escritura para o clube que estava recebendo o imóvel. Segundo o advogado João More, na época tesoureiro do MAC, a lavratura do documento não foi possível devido a falta de recolhimento de impostos dos dois clube.

More ainda comentou que na época o São Bento já se encontrava em dificuldade financeira, à beira de sua extinção. “Em conversa com Simões, eu sugeri que a área fosse doada ao MAC e nós pagaríamos o que ele já havia investido no local. E dessa maneira foi feito”, disse. Desde então, a área é de propriedade do MAC, que investiu para construir a estrutura de lazer que chegou a ter mais de três mil associados.

Porém, segundo apurou o Jornal Diário, há quase quatro anos a área que está avaliada em R$ 5 milhões foi vendida a R$ 200 mil pelo suposto presidente da inexistente Associação Atlética São Bento, Carlos Marques, ao empresário Alcides Mattiuzo da Empreendimentos Tangará. No local ele planejava construir um complexo comercial e residencial cujo lucros exclusivos para si e outros investidores, em detrimento do Mac e da comunidade. Essa escritura foi passada na cidade paranaense de Jacarezinho, já que era fruto de transação suspeita.

Escritura passada, a empresa poderia dar início ao empreendimento imobiliário no local, contudo o documento foi interditado por uma ação de Carlos Marques que pediu a anulação da venda e a alienação do imóvel, alegando que Mattiuzo não havia pago o valor ofertado.

No processo nº 344.01. 2011.017117-3, da 3ª Vara Cível de Marília, consta, o bloqueio do imóvel e a ação onde é solicitada a anulação das escrituras de compra e venda lavradas na cidade de Jacarezinho, além da escritura lavrada em Marília.

O advogado e ex-prefeito de Marília, Domingos Alcalde, confirma a informação e diz que foi procurado por Marques para ajudá-lo a reaver a área. “A área não é e nunca foi de propriedade de Carlos Marques. É por direito do clube. A transação feita é irregular”, avalia Alcalde.

Por dez anos local movimentou a cidade

O Poliesportivo do MAC foi inaugurado em 1976, um ano após a doação por parte da Associação Atlética São Bento. A ocasião se tornou um marco para a cidade que possuía poucos clubes como aquele até então.

Segundo Pedro Pavão, a estrutura da sede social e campestre do MAC possuía piscina de adultos com raia olímpica, piscina infantil, além de campo de futebol, lanchonete, salão de festas e sauna. “Até 1985 o poli funcionou muito bem, com manutenção periódica com a ajuda dos mais de três mil sócios que adquirimos no decorrer do tempo”, comentou.

A decadência começou em 1986, quando outros clubes surgiram em Marília. Por estar localizado mais distante do centro da cidade, os sócios deixaram de frequentar e os recursos não foram mais suficientes para manter o clube que foi desativado poucos anos depois.

O Jornal Diário também apurou que há cerca de dez anos, quando a área já estava abandonada, o próprio Carlos Marques tentou novamente vender a área para a construção de uma igreja, pelo valor de R$ 80 mil. Na ocasião a área estava avaliada em R$ 2 milhões. Como o espaço estava abandonado, Carlos Marques combinou com a presidência do MAC, há cinco anos, para que o Clube entrasse com ação para reintegração de posse. Ação esta articulada para ser perdida, para que a área fosse entregue ao São Bento que estava há mais de 20 anos inativo.

O MAC de fato perdeu a ação e a Justiça decidiu que a área deveria ser entregue ao São Bento que na época tentava resgatar suas atividades. Segundo Carlos Marques, que não quis comentar sobre as ações que move para reaver a área na zona oeste. O São Bento hoje disputa as categorias sub 15 e sub17 da Federação Paulista de Futebol, mas está ligado ao Lençoense, usando a denominação CAO Lençoense, de Lençóis Paulista. Entretanto, o clube não possui sede própria ou escritório em Marília.

Poli desativado preocupa moradores locais
O abandono do antido poliesportivo gera preocupação, medo e dúvida entre os moradores do Jardim Cavallari que convivem há mais de 15 anos com o que sobrou do que já foi um centro de lazer e esporte para toda a população. Agora abriga andarilhos e usuários de drogas.
Basta andar pelas dependências da área para perceber o perigo que o local representa, com indícios de prostituição, uso de entorpecentes, além da sujeira, do mato alto e das piscinas ainda cheias de água servindo de criadouro para o mosquito da dengue.
Para o comerciante Luis Natal Ferrari, 34, o bairro não recebe mais investimentos justamente pelo abandono da área. “Um empresário que chega aqui e vê essa situação jamais vai querer investir no bairro”.
A aposentada Irene Rodrigues de Oliveira, 62, moradora do bairro há mais de dez anos, tinha receio de passar pelo local nos dias que busca seu neto de oito anos na escola próxima. “Não deixo ele vir sozinho e faço questão de ir levar e buscar para não correr o risco de ocorrer algum mal”, explicou Irene.

Saidinha de Mães coloca 600 presos nas ruas por sete dias

DIARIO DE MARILIA

Beneficiados ficarão em liberdade vigiada por uma semana; pela primeira vez, detentas da cadeia de Vera Cruz também terão direito a saída temporária, que começa na sexta

Na próxima sexta-feira (11), às 6h, cerca de 600 detentos recolhidos nas unidades prisionais de Marília e região serão beneficiados pela saída temporária de Dia das Mães, a primeira saidinha do ano. Liberdade vigiada vai durar uma semana.

Número oficial só será divulgado pela VEC de Marília (Vara de Execuções Criminais) no dia anterior ao início do benefício. O órgão abrange os presos das penitenciárias de Marília, Álvaro de Carvalho e Getulina, além dos reeducandos do CR (Centro de Ressocialização) e da cadeia feminina de Vera Cruz. Será a primeira vez que as mulheres terão direito a saidinha, previsto na Lei de Execuções Penais.

Novamente haverá monitoramento eletrônico através de tornozeleiras, porém, apenas os presos de Álvaro de Carvalho e Getulina receberão o dispositivo, segundo informou a assessoria de imprensa da SAP (Secretaria da Administração Penitenciária).


Durante o período de liberdade provisória, os presos ficam proibidos de frequentar bares, lanchonetes, boates, casas de jogos, entre outros locais considerados de ‘reputação duvidosa’. Devem permanecer no endereço informado e só podem sair às ruas entre às 6h e 19h. Viagens, apenas com autorização prévia.

Polícia Civil e Militar recebem listagem dos presos beneficiados e seus respectivos endereços. Durante todo o dia, são feitas checagens. Quem for flagrado infringindo alguma das regras perde instantaneamente o benefício.

No Dia das Mães do ano passado, 475 detentos foram liberados pela VEC, sendo que 35 não voltaram dentro do prazo pré-determinado, que representou índice de evasão de 7,3%. Um dos menores índices registrados aconteceu justamente na última saidinha, de Natal e Ano Novo, quando 514 presos foram liberados e 35 não retornaram, ou 4,5%. Veja mais números no infográfico acima.

PSB de Vinícius começa a discutir plano de governo nos bairros

DIARIO DE MARILIA

Primeira reunião servirá como piloto para outros encontros que ajudarão a montar programa com reivindicações da população

O deputado estadual Vinícius Camarinha (PSB) esteve reunido com moradores e comerciantes do Jardim Bandeirantes na noite da última sexta-feira (4). Na ocasião ele ouviu as principais reivindicações para o bairro, visando levantar informações para montar um programa de governo para Marília fundamentado nas reivindicações da população.

Vinícius destaca que essa é a primeira reunião com a população e servirá como piloto para inúmeros outros encontros que deverão ser feitos para diagnosticar o que de fato o município precisa para as melhorias e desenvolvimento do município. “Apesar de já sabermos do básico, como manutenção de tapa buracos e iluminação, queremos ouvir a comunidade e o que a prefeitura pode fazer para melhorar a vida dos comerciantes e dos moradores em cada ponto da cidade”.

Entre os pedidos mais importantes da comunidade está a construção de mais um acesso ao bairro e a abertura de uma saída pela alça de acesso do Marília Shopping. Para o comerciante Manoel Menezes, 47, esta é a prioridade para o bairro que atualmente se sente isolado do restante da cidade. “Temos apenas um acesso e muito ruim que dificulta o crescimento dos nossos negócios e o acesso da outra parte do bairro ao comércio do outro lado da rodovia. Um novo acesso traria um grande benefício para nós, além de não perder mais investimentos”, explicou Menezes.

Já o proprietário de lanchonete na região, Oswaldo de Macedo, 66, pediu ao deputado para aumentar o policiamento e desenvolver um programa para o bairro mais seguro. “Fui assaltado certa vez às 11h e a viatura da polícia só chegou 40 minutos depois. Essa situação não pode prosseguir”.

Para o consultor cirúrgico Carlos Eduardo Ferreira Dantos, 43, morador há mais de 24 anos no Bandeirante, é preciso ter um cuidado maior com a saúde dos moradores. “Muita gente vende lugares na fila do posto de saúde porque não tem vaga o suficiente para todos e é preciso dormir ou chegar muito cedo ao local”.

Ao ouvir as reivindicações dos moradores, Vinícius destacou sua experiência no cargo público, seu relacionamento estreito com o governador de São Paulo Geraldo Alckmin e os secretários de estado. “Minha chance de resolver esses problemas é muito maior, já que podemos usar esse contato direto adquirido na assembleia legislativa para beneficiar a cidade”, explicou.

O deputado estadual também falou sobre os R$ 150 milhões do governo estadual destinados para reformar a estrutura do HC (Hospital das Clínicas). Ele também falou sobre o anúncio do PSB e coligações dos candidatos à prefeitura de cada cidade. “Em meados de maio poderemos saber qual será o candidato escolhido para disputar a prefeitura de Marília”, disse Vinícius.

Comunidade virtual se mobiliza para resgatar história do escritor mariliense Luiz Garcia

CORREIO MARILIENSE 

A COMUNIDADE virtual “Memória de Marília”, da rede social “Facebook” está se mobilizando para resgatar a história do escritor mariliense Luis Hilário Garcia, que nasceu em Marília e fez sucesso em emissora de televisão do Paraná.



REPRODUÇÃO da capa do livro “Sonho de Palha”, de autoria do mariliense Luis Hilário Garcia

A iniciativa começou a partir de um post de Orisvaldo Quiquinato, que é membro da Conselho Municipal da Cultura e de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico e Arquitetônico de Marília, que é amigo pessoal dos familiares do escritor.
Ele relatou em seu post, no Facebook, que Garcia foi autor do livro “Sonho de Palha”, publicado em agosto de 1972. Conforme Quiquinato, Luiz Hilário Garcia, nasceu em Marília, em 7 de março de 1939. Filho de Luiz e Josephina Garcia. Passou a infância e parte da juventude na terra natal, onde concluiu os cursos primário e colegial.
Quiquinato relata ainda que Garcia foi professor de português enquanto se preparava para o vestibular. Em 1959, publicou o livro de sonetos, “Meus Versos, Meu Coração”. Ingressou na Universidade do Paraná, em 1963, onde se formou em Medicina. Durante o curso, fez parte do elenco de teatro do Guairá e pertenceu ao cast de atores da TV Paraná, canal 6.
Em 1965, foi considerado o melhor ator do Paraná, numa promoção do Diário do Paraná, pela magistral interpretação na peça “Hugo”.
Destacou-se nos principais papéis de: “Senhora”, “Almas em Conflito”, Romeu e Julieta e dezenas de outras famosas peças. No teatro, atuou em Megera Domada, sob a direção de Cláudio Correia e Castro.
Destacou-se no filme do paranaense Silvio Back, “Lance Maior”, ao lado de Regina Duarte, Reginaldo Farias e outros. Formou-se em Medicina em 1969, e no ano seguinte transferiu-se com a esposa e filhos para Pompéia onde residiu por algum tempo. A seguir fixou-se em Oriente e ai deu assistência médica até 23 de abril de 1972, quando a morte o calou para sempre. Um personagem que viveu três papéis em saudosa e curta vida: ator, médico e poeta.
A partir da postagem de Quiquinato outros integrantes da rede social se manifestaram, destacando que pretendem resgatar a história do mariliense, pouco conhecida. A coordenadora da Biblioteca da Câmara Municipal, Wilza Aurora Matos Teixeira, apontou que não conhecia a história de Garcia e indicou a possibilidade de buscar registros para compor a história do ator.
Quiquinato informou que pretende manter contato com a irmã de Garcia, Maria Aparecida Garcia, para buscar exemplares de livros e outras informações que possam ajudar a contar a história
desse mariliense ilustre. Conforme os levantamentos iniciais, Garcia foi secretário de gabinete do prefeito Octávio Barreto Prado e foi integrante do Getam (Grupo de Teatro Amador de Marília).

Sebo
Em pesquisa na Internet, foi possível encontrar anúncio de venda do livro “Sonho de Palha” por meio do Sebo Universitário, de Marília. O preço da peça é R$ 5. Segundo descrição, o livro está em “bom estado, corte amarelado, capa com pequeno rasgo e lombada um pouco rasgada nas pontas”.
O prefácio do livro é assinado pela mulher do autor, Gilmir, em Marília, no dia 9 de agosto de 72. São poemas singelos, do tipo que são feitos pelos namorados. O Sebo Universitário está localizado na rua Prudente de Moraes, 105, centro de Marília. Informações e doações de material sobre a história de Luis Hilário Garcia podem ser repassadas a historiadora Wilza Aurora Matos Teixeira, na Biblioteca da Câmara Municipal de Marília.

Rua do Salgado Filho leva nome do escritor


O escritor, ator, esportista e médico mariliense Luiz Hilário Garcia foi homenageado com o nome de uma rua, conforme indicação número 2823 do vereador Antonio Alcalde Fernandes. A via fica no bairro Salgado Filho, próximo ao Quality Hotel Convention Center Sun Valley, em Marília.
Conforme registro do site “As ruas de Marília” (www.asruasdemarilia.com.br) Garcia foi “médico do Posto de Saúde de Oriente, do Yara Clube, da Creche e da Associação dos Trabalhadores de Pompéia. Ganhou também várias medalhas em competições esportivas. Trabalhou em palco com o ator Paulo Goulart”, relata.
O registro aponta que a citação foi do historiador e membro da Comissão de Registros Históricos de Marília, Paulo Corrêa de Lara, em publicação datada de 24 de abril de 1989.