terça-feira, 26 de março de 2013

Daem entrega atualização de regulamento interno ao prefeito Vinícius



Respondendo a solicitação da atual administração municipal, servidores do Departamento de Água e Esgoto de Marília (DAEM) entregaram na última sexta-feira (23), ao prefeito Vinícius Camarinha, relatório sobre a atual situação financeira da autarquia e apontamentos para a atualização do regulamento interno do DAEM. O documento disciplina todas as atividades da autarquia.

De acordo com o coordenador de Rendas do DAEM, Afonso Celso Melo o relatório se fez necessário não somente para atualizar as informações, mas para que a atual gestão e a direção executiva da autarquia pudessem ter ciência da realidade do departamento. A partir das informações levantadas, a autarquia realizou vistorias e pequenas alterações no regulamento existente. Com isso, o DAEM aguarda a constituição no novo Conselho Deliberativo para apreciação do regulamento e posterior aprovação pelo chefe do Executivo, por decreto.


O relatório aponta através de números, as dificuldades financeiras enfrentadas pela autarquia geradas pela defasagem na aplicação dos índices de reajuste e pela grande evasão da receita por falta de pagamento. Levantamento do DAEM revela que dos 76.148 contribuintes, 52.166 pagam pela água, e 17.982, entre comércio e indústria, ignoram a cobrança pelo serviço, o que reduz a arrecadação que deveria ser cerca R$ 4,2 milhões para R$ 2,9 milhões. “Há três anos não é aplicado o índice de reajuste”, comentou.

Segundo adiantou Afonso Melo, a atualização dos índices e a retomada da cobrança será crucial para que o departamento consiga normalizar a situação financeira.

Atualmente o Departamento de Água e Esgoto destina R$ 1,5 mi para folha de pagamento, R$ 1 milhão para CPFL e cerca de R$ 400 mil para a empresa Águas de Marília. “A arrecadação atual impossibilita qualquer investimento”, afirmou.

Antes mesmo da entrega do relatório, medidas de contenção já foram tomadas pela autarquia com objetivo de readequar as contas, entre elas o corte de horas extras, gerando uma economia de R$ 240 mil mês, a retirada de circulação de transporte que atendia um número pequeno de funcionários, a diminuição das gratificações de 92 para 20 e os gastos com telefones coorporativos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário